Alcolumbre diz que parlamentares cobram CPMI do Master 'para fazer palanque eleitoral'
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), disse nesta terça-feira (2) que uma eventual Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para...
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), disse nesta terça-feira (2) que uma eventual Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o banco Master seria para "fazer palanque eleitoral". "A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado. Se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral", disse Alcolumbre. Agora no g1 O presidente do Senado foi cobrado na última sessão do Congresso por parlamentares da base governista e da oposição para realizar a leitura, e consequentemente a instalação, da CPMI do Master. Alcolumbre destacou que convocou a sessão do Congresso para beneficiar municípios com a derrubada do veto do presidente Lula que impedia a doação de bens, valores e benefícios pelo poder público a estados e municípios nos três meses anteriores às eleições. "Eu passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI. E eu fiz aquela sessão do Congresso para ajudar 5 mil prefeitos. [...] Todo mundo [gesto de soco] só no Davi que não leu o requerimento da CPMI do Banco Master para passar o Brasil à limpo. Não é para passar o Brasil à limpo. É para fazer campanha eleitoral", declarou. Na sessão, Alcolumbre se negou a fazer a leitura do requerimento e reforçou que a decisão sobre a CPMI do Master é dele. "Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário [uma escolha] da presidência da mesa do Congresso Nacional”, disse na ocasião. Parlamentares de diversos partidos se manifestam a favor de uma CPMI para investigar as suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro, preso desde março pela Polícia Federal (PF), na operação Compliance Zero. Alcolumbre também ignorou o pedido na primeira sessão do ano, em abril, quando os parlamentares derrubaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que abre caminho para a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar. 🔎 Para que uma Comissão Parlamentar de Inquérito seja criada, é necessário o apoio mínimo de um terço dos integrantes da respectiva Casa Legislativa e para que seja instalada, é preciso que o requerimento seja lido em uma sessão. Além do número mínimo de assinaturas, o requerimento precisa indicar um fato determinado a ser investigado e estabelecer prazo certo para funcionamento da comissão. Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Carlos Moura/Agência Senado Pedidos estão parados Hoje, há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar o caso. Um requerimento de CPI exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido de CPI mista, ou seja, que reúne deputados e senadores. Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos da oposição e da base para abertura do colegiado. Uma decisão do STF poderia obrigar o parlamento a criar a comissão — como aconteceu com a CPI da Covid. Apesar das manifestações públicas pela abertura de uma CPI para apurar o caso Master, nos bastidores o tom muda. Parlamentares de todos os espectros políticos admitem que a investigação não interessa à cúpula do Congresso e a nenhum segmento político. Deputados e senadores também apontam que um calendário curto para avançar com a criação das comissões devido ao ano eleitoral.
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/06/02/alcolumbre-cpi-banco-master.ghtml