Belém 410 anos: fotos históricas resgatam a memória e o crescimento da cidade

Fortes contam a história da fundação de Belém Belém, a capital mais antiga da região Norte do Brasil, completa 410 anos de fundação nesta segunda-feira ...

Belém 410 anos: fotos históricas resgatam a memória e o crescimento da cidade
Belém 410 anos: fotos históricas resgatam a memória e o crescimento da cidade (Foto: Reprodução)

Fortes contam a história da fundação de Belém Belém, a capital mais antiga da região Norte do Brasil, completa 410 anos de fundação nesta segunda-feira (12). Ao longo de quatro séculos, a cidade passou por profundas transformações históricas, econômicas e urbanas que alteraram sua paisagem visual. Fundada em 1616 pelos portugueses, Belém surgiu com o objetivo de proteger o extremo norte do país contra invasões estrangeiras. Do Forte do Presépio, no bairro da Cidade Velha, a cidade se expandiu gradualmente com a construção de casas e prédios públicos. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Parte do desenvolvimento urbano de Belém está documentada nos arquivos da Biblioteca Pública Arthur Vianna, especialmente na Seção de Obras Raras. O acervo guarda registros de períodos cruciais para o crescimento da cidade, como o Ciclo da Borracha (final do século XIX e início do XX). O g1 selecionou imagens que mostram um panorama das principais construções que marcam o desenvolvimento de Belém. Confira abaixo: Palácio Antônio Lemos Imagem antiga do Palácio Antônio Lemos, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. Construído para ser a sede da Intendência Municipal de Belém, o atual Palácio Antônio Lemos, conhecido como Palacete Azul, é um dos marcos arquitetônicos da cidade. Entre 1897 e 1911, o prédio foi reformado com influências europeias e, nos anos 1950, passou a se chamar Palácio Antônio Lemos. Desde 1994, abriga a Prefeitura e o Museu de Arte de Belém (Mabe). Praça Dom Pedro II Imagem antiga da atual Praça Dom Pedro II, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. A atual Praça Dom Pedro II, em frente ao Palácio Antônio Lemos, já recebeu vários nomes ao longo da história. No auge da Belle Époque da borracha, era conhecida como Largo do Palácio, depois Largo da Constituição e, mais tarde, Largo da Independência. Durante a gestão do intendente Antônio Lemos (1897-1911), o espaço passou por grandes transformações urbanísticas. Foram criados um regato, um tanque de água e canteiros irregulares, além da densa vegetação. Mercado do Ver-O-Peso Imagem antiga do Mercado do Ver-O-Peso, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. O Mercado Ver-o-Peso surgiu em 1625 como posto fiscal português às margens do igarapé do Pirí, em Belém. O local controlava o peso e a taxação dos produtos que chegavam à Amazônia. Tombado pelo Iphan em 1977, o Ver-o-Peso é atualmente o maior mercado a céu aberto da América Latina. Em 2025, o espaço completou 398 anos. Igreja de Nossa Senhora do Carmo Imagem antiga da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. A Igreja de Nossa Senhora do Carmo é o monumento religioso mais antigo de Belém, no Centro Histórico. Considerada a primeira igreja da Amazônia, representa quatro séculos de história espiritual e arquitetônica da região. No século XVIII, a fachada em pedra lioz, única em Belém, foi talhada em Portugal e instalada por mestres locais, com intervenção do arquiteto Giuseppe Antônio Landi. Praça Batista Campos Imagem antiga da praça Batista Campos, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. No século XIX, o local era conhecido como Largo da Salvaterra, pertencente a Maria Manoela de Figueira e Salvaterra. Depois, virou Praça Sergipe, até ser renomeada em 1897 para Praça Batista Campos, em homenagem ao cônego líder da Cabanagem. Entre 1901 e 1904, durante a Belle Époque, o espaço ganhou novos traços e virou símbolo da arquitetura portuguesa em Belém. Distrito Naval da Marinha Imagem antiga do atual prédio do Comando do 4º Distrito Naval da Marinha. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. O prédio que atualmente abriga o Comando do 4º Distrito Naval já foi o coração da indústria naval amazônica. No século XVIII, funcionava ali a Casa das Canoas, criada em 1729, próxima ao Ver-o-Peso, para construir e reparar embarcações usadas na defesa da foz do Amazonas. Em 1761, sob o governo do marquês de Pombal, a Casa das Canoas foi transformada no Arsenal de Marinha do Pará, primeiro do tipo no Brasil. Igreja de Santo Alexandre Imagem antiga do Palácio Arquiepiscopal, complexo formado pela Igreja de Santo Alexandre e seu antigo Colégio dos Jesuítas, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. O Palácio Arquiepiscopal de Belém, conhecido originalmente como Colégio de Santo Alexandre, foi fundado em 1653 pelos jesuítas João de Souto-Maior e Gaspar Fragoso. Atualmente, o Palácio Arquiepiscopal abriga a sede da Arquidiocese de Belém e um acervo relevante de arte sacra, com peças dos séculos XVIII e XIX. Hospital Beneficente Portuguesa Imagem antiga do Hospital Beneficente Portuguesa, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. Fundado em 1854 por imigrantes portugueses, o antigo Ospedale Don Luiz I, atualmente Hospital Beneficente Portuguesa, é uma das instituições mais tradicionais de Belém. Construído em 1877, o edifício neoclássico homenageava o rei Dom Luiz I e trazia na fachada símbolos da realeza e da fé católica. Basílica de Nazaré Imagem antiga da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. A Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré é ícone de fé em Belém. Localizada na Praça Santuário, antigo Largo de Nazaré, simboliza devoção amazônica ligada ao Círio. Com 62 metros de comprimento e vitrais bíblicos, atrai turistas e romeiros. Tombada em 1992, oferece visitas guiadas desde 2014. Praça Floriano Peixoto Imagem antiga do Largo de São Brás/Praça Floriano Peixoto, em Belém. Álbum descritivo do Estado do Pará do ano de 1898. O antigo Largo de São Brás, atualmente Praça Floriano Peixoto, foi um marco da expansão urbana de Belém na Belle Époque. O espaço, dedicado a São Brás, abrigava revistas de tropas e ligava o centro à Estrada de Ferro Belém-Bragança, tornando-se ponto estratégico na virada do século XIX para o XX. Com a inauguração da ferrovia, o bairro ganhou impulso comercial. Em 1911, o Mercado de São Brás, projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro, passou a organizar o abastecimento da cidade, antes concentrado no Ver-o-Peso. Mercado de Carne Imagem antiga do Mercado de Carne Francisco Bolonha. Álbum fotográfico da cidade de Belém de 1902. Construído em 1867 como Mercado Municipal de Carnes, o espaço foi um dos primeiros mercados públicos organizados da capital. Sua função era melhorar a higiene e a distribuição de carne fresca em uma Belém que crescia impulsionada pelo ciclo da borracha. Em 1908, o engenheiro Francisco Bolonha liderou uma grande ampliação, incluindo estrutura metálica importada da Europa e elementos neoclássicos e Art Nouveau. A reinauguração daquele ano marcou o início de uma nova fase para o comércio de alimentos na cidade. Praça da República Imagem antiga da Praça da República, em Belém. Álbum do Estado do Pará de 1908. A Praça da República, no bairro da Campina, é um dos espaços mais históricos e simbólicos de Belém. No século XVIII, o espaço era conhecido como Largo da Pólvora, usado como armazém de munições. Décadas depois, ganhou o Theatro da Paz e, com a Proclamação da República, foi rebatizado como Praça da República. Mercado de Ferro Imagem antiga do Mercado de Ferro, em Belém. Álbum do Estado do Pará de 1908. Inaugurado em 1901, o Mercado de Ferro, também conhecido como Mercado de Peixe, foi um dos marcos da modernização de Belém durante a gestão do intendente Antônio Lemos. Composto por quatro pavilhões e um mirante central, o mercado se destina à venda de peixes e frutos do mar, complementando o Mercado de Carne e formando o núcleo do Ver-o-Peso. Avenida Magalhães Barata Imagem antiga da Avenida Magalhães Barata, em Belém. Álbum do Estado do Pará de 1908. A antiga Avenida da Independência, criada durante a gestão do intendente Antônio Lemos (1897-1911), é uma das principais vias de Belém na Belle Époque. Atualmente, chamada Avenida Magalhães Barata, a via conserva parte da história construída no auge da economia da borracha. A avenida foi criada pela Resolução nº 37, de 1898, quando Lemos recebeu autorização para alargar e modernizar o traçado. Inspirada nos padrões europeus, ganhou arborização de mangueiras, pavimentação de qualidade e iluminação elétrica. Fundação Curro Velho Imagem antiga do atual prédio do Núcleo de Oficinas Curro Velho (NOCV), em Belém. Álbum fotográfico da cidade de Belém de 1902. O antigo Matadouro Municipal de Belém, construído em 1861 no bairro do Telégrafo, às margens da Baía do Guajará, foi o primeiro abatedouro público da cidade. O local era conhecido como “Curro Velho”, nome que fazia referência ao curral onde o gado era mantido antes do abate. Com o avanço das normas sanitárias e o crescimento da cidade, o matadouro foi desativado no fim do século XX. Em 1991, o prédio histórico foi restaurado e passou a abrigar a Fundação Curro Velho, atual Núcleo de Oficinas Curro Velho (NOCV), administrado pela Secult. Praça da Cremação Imagem antiga do Forno Crematório - Usina de Cremação de Lixo de Belém. Álbum do Estado do Pará de 1908. Inaugurada em 1901, durante a gestão do intendente Antônio Lemos, a antiga Usina de Cremação de Lixo de Belém, ou forno crematório, foi o primeiro da América Latina. Desativada no fim dos anos 1970, a usina deu lugar à Praça Dalcídio Jurandir, inaugurada em 2000 por meio do Orçamento Participativo, ou também de Praça da Cremação. Tribunal de Justiça do Pará Imagem antiga do Instituto Lauro Sodré (Escola Profissional do Estado), em Belém. Álbum do Estado do Pará de 1908. O atual prédio do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) já abrigou uma das primeiras escolas profissionalizantes do estado. Inaugurado no fim do século XIX, o então Instituto Lauro Sodré formava jovens em ofícios artesanais e industriais. Tombado como patrimônio cultural em 1982, o antigo Instituto Lauro Sodré passou a abrigar o TJPA em 2006, após restauração. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA