Carnaval de Vitória 2026: veja como foi a primeira noite de desfiles das escolas do Grupo Especial

Escolas de samba desfilam no Carnaval de Vitória 2026 Ricardo Medeiros e Fernando Madeira/Rede Gazeta A primeira noite de desfiles do Carnaval de Vitória 2026...

Carnaval de Vitória 2026: veja como foi a primeira noite de desfiles das escolas do Grupo Especial
Carnaval de Vitória 2026: veja como foi a primeira noite de desfiles das escolas do Grupo Especial (Foto: Reprodução)

Escolas de samba desfilam no Carnaval de Vitória 2026 Ricardo Medeiros e Fernando Madeira/Rede Gazeta A primeira noite de desfiles do Carnaval de Vitória 2026 aconteceu nesta sexta-feira (6), e levou para o Sambão do Povo uma explosão de cores e emoção. Com enredos que mesclaram uma mistura de história, ancestralidade e fantasia, cinco escolas do Grupo Especial, a elite do carnaval capixaba, atravessaram a avenida. O sinal verde para a primeira agremiação começar o desfile foi dado às 22h. A escola Pega no Samba deu a largada, seguida por Novo Império, Unidos de Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Imperatriz do Forte. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em 2026, o número de agremiações no Grupo Especial subiu de sete para dez, divididas em dois dias de desfiles. Já o de Acesso que possuía os Grupos A e B foi fundido e deu origem a Série Ouro, com nove escolas, com desfiles previstos para os dias 13 e 14 de fevereiro, já no período do carnaval oficial. eja como foi a primeira noite de desfiles das escolas do Grupo Especial Com alegorias maiores a cada ano, os espaços na concentração e na dispersão do Sambão do Povo estão mais disputados. Por isso, as ligas entenderam a necessidade de realizar as alterações. O segundo dia de desfiles das escolas do Grupo Especial acontece neste sábado (7), com as outras cinco agremiações atravessando a avenida, são elas: Rosas de Ouro, Unidos da Piedade, Independente de Boa Vista, Chegou o Que Faltava e Andaraí. Veja abaixo um resumo do que as escolas levaram para a avenida: Pega no Samba Pega no Samba desfila no Carnaval de Vitória Ricardo Medeiros/Rede Gazeta A escola Pega no Samba, representante do bairro Consolação, na capital, abriu a primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Vitória, levando para o Sambão do Povo o enredo "Okê Caboclo Sete Flechas, Guardião Ancestral da Natureza". Com 1.400 componentes, divididos em 20 alas e três agremiações, a agremiação apresentou ao público a história de um líder do povo Pataxó que se tornou mediador entre o plano humano e o sagrado. Na história contada, cada flecha do líder tinha um significado, como saúde, justiça, proteção, amor e abertura de caminhos. Ao fim do desfile, diante da devastação ambiental causada pela ganância humana, a figura do Caboclo ressurge como um símbolo de resistência e esperança para o equilíbrio ecológico. Novo Império Novo Império desfila no Carnaval de Vitória Ricardo Medeiros Segunda agremiação da noite, a Novo Império, representante de Caratoíra e região, celebrou na avenida a força feminina e a ancestralidade, com o enredo "Aruanayê - Guardiãs dos mistérios ancestrais", apresentando uma aliança entre xamãs africanas e guerreiras indígenas nas terras do Espírito Santo. Desfilaram 1.500 componentes, em 20 alas, além de três alegorias. Diante de ameaças ao seu território, a união dessas guardiãs desperta uma tempestade mística que utiliza a força dos elementos naturais e dos espíritos animais para derrotar os opressores. Através deste mito original, a narrativa ainda reafirmou a identidade da escola como uma "família imperial" forjada para lutar e vencer. Jucutuquara Jucutuquara desfila no Carnaval de Vitória Fernando Madeira/Rede Gazeta Com 1.400 componentes, em 19 alas e três alegorias, o enredo da escola de samba Jucutuquara, que representa o bairro de mesmo nome na capital, exalou Maria Padilha como símbolo de resistência feminina e ancestralidade afro-brasileira ao levar para o Sambão do Povo a história “Arreda Homem Que Aí Vem Mulher”. Entidade cultuada nas tradições afro-brasileiras, Padilha foi apresentada como pombagira das encruzilhadas, dos caminhos e das passagens, força ancestral que atravessa tempos, territórios e imaginários, articulando espiritualidade, cultura popular e memória coletiva. Ao longo do desfile, Maria Padilha se transformou, acompanhando as mudanças sociais e culturais sem perder sua essência, transformando o desfile em um manifesto sobre liberdade, fé e justiça social. MUG MUG desfila no Carnaval de Vitória Fernando Madeira/Rede Gazeta Com o enredo ‘O Diário Verde de Teresa’, a Mocidade Unida da Glória (MUG), desfilou pelo Sambão do Povo celebrando a trajetória da princesa e cientista alemã Teresa da Baviera, que, durante expedição feita ao Espírito Santo em 1888, catalogou em seu diário a biodiversidade e os povos originários locais. Ao longo do desfile, o público testemunhou a relação de Teresa com a fauna exuberante e os Botocudos, sendo absorvida por sua cultura e sabedoria, e viu ela receber visões de um futuro sombrio para a floresta, marcado por queimadas e secas, após um transe ritualístico. Ao final, o enredo concluiu que o legado de Teresa serve como uma semente para a posteridade, conectando passado e presente em um alerta sobre a preservação ambiental. Desfilaram pela escola, 1.300 componentes, 20 alas e três carros alegóricos. Imperatriz do Forte Imperatriz do Forte desfila no Carnaval de Vitória Fernando Madeira/Rede Gazeta Fechando a primeira noite de desfiles, a Imperatriz do Forte, da comunidade do Forte São João, na capital, apresentou no desfile 2026 e enredo ‘Xirê: Festejo às Raízes’, e propôs uma celebração à cultura afro-brasileira sob uma perspectiva decolonial. Em vez de reforçar imagens de dor e violência historicamente associadas à diáspora africana, a escola escolheu destacar o xirê e a roda como expressões do sagrado em movimento, espaços de memória, saber e resistência. A escola desfilou com 1.300 componentes, divididos em 20 alas, além de quatro elementos alegóricos. A escola reafirmou na avenida seu compromisso com a educação cultural, a valorização das raízes afro-brasileiras e a construção de um carnaval que celebra a vida. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo