Corumbataí vive três meses de racionamento de água e moradores cobram solução

Racionamento de água completa 3 meses em Corumbataí Corumbataí (SP) completa três meses de racionamento de água nesta sexta-feira (2) . A medida começou a...

Corumbataí vive três meses de racionamento de água e moradores cobram solução
Corumbataí vive três meses de racionamento de água e moradores cobram solução (Foto: Reprodução)

Racionamento de água completa 3 meses em Corumbataí Corumbataí (SP) completa três meses de racionamento de água nesta sexta-feira (2) . A medida começou a valer em 2 de outubro do ano passado, após decreto publicado no dia 26 de setembro, que determinou a interrupção diária do abastecimento das 13h às 16h, em razão do aumento do consumo e da limitação do sistema de captação. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Segundo a prefeitura, o problema não está na falta de água, mas na capacidade do sistema, que não acompanhou o crescimento da cidade. O prefeito João Batista Altarugio Filho (PSD) explicou que a captação do município é feita por meio de mina e permanece a mesma desde 1986. “Naquela época, Corumbataí tinha cerca de 680 imóveis. Hoje, são aproximadamente 1.700. Ou seja, o município praticamente triplicou de tamanho, mas a entrada de água continuou a mesma”, afirmou. Ainda de acordo com o prefeito, o consumo aumenta significativamente nos períodos de calor, o que sobrecarrega o sistema. “De março a agosto, normalmente não temos problema, porque o consumo é menor. Mas em dias muito quentes, como os últimos 15 dias, o uso de água cresce e não conseguimos atender toda a demanda”, disse. A prefeitura afirma que o racionamento de horas foi adotado para tentar minimizar os impactos, mas moradores relatam que, em alguns bairros, o período sem água é maior. Para tentar resolver o problema, a prefeitura avalia duas opções, uma nova captação de água, que exigiria obras em área ambiental, e a perfuração de um poço profundo no Aquífero Guarani, com custo estimado entre R$ 600 mil e R$ 700 mil. Corumbataí completa 3 meses de racionamento de água e população relata prejuízos EPTV Mais notícias da região: LEME: Homem é multado em R$ 73,5 mil por realizar rinha de galo no interior de SP VARGEM GRANDE DO SUL: Menina de 7 anos fica gravemente ferida após ser atropelada enquanto brincava no interior de SP POLÍCIA: Foragido da Justiça morre em confronto com a Polícia Militar em São Carlos Reclamações Moradores de Corumbataí relatam dificuldades enfrentadas durante o período de racionamento de água. Entre as principais queixas estão a falta de água por períodos superiores ao divulgado pela prefeitura, prejuízos financeiros, transtornos na rotina diária e impactos na saúde e no bem-estar de famílias com idosos, crianças e pessoas com necessidades especiais. “Tem dia que ficamos até oito horas sem água. Chegamos em casa cansados à noite e não tem água para tomar banho ou lavar louça. E a conta não é barata. Está prejudicando muito a gente”, reclamou a faxineira Silvana Rodrigues da Silva. A autônoma Neuza Sampaio disse que a populção está saturada com a falta de solução. "Quando a água volta, vem suja. Precisa resolver urgente porque a população não aguenta mais, estamos saturados com isso", comentou. No caso do autônomo Fábio Henrique Pastro, o prejuízo foi grande. “Minha máquina de lavar queimou por causa da falta de água. O conserto ficou em R$ 900”, disse. O que disse o prefeito Questionado sobre as queixas, o prefeito disse desconhecer interrupções superiores ao período determinado pelo decreto, mas reconheceu que bairros mais altos podem demorar mais para voltar a receber água após o restabelecimento do abastecimento. “Quando a água é religada, ela começa a encher os reservatórios a partir dos pontos mais altos da cidade. Até chegar aos bairros mais afastados, pode demorar mais, mas não significa que o fornecimento tenha sido interrompido por oito horas”, explicou. Para resolver o problema de forma definitiva, a prefeitura estuda duas alternativas: uma nova captação de água, que exigiria cerca de 7 quilômetros de tubulação passando por uma Área de Proteção Ambiental (APA), e a perfuração de um poço profundo no Aquífero Guarani, no bairro Alto da Serra. Expectativa de solução Segundo o prefeito, o poço deve ter cerca de 250 metros de profundidade e custo estimado entre R$ 600 mil e R$ 700 mil. “Já temos R$ 500 mil aprovados pela Câmara Municipal. Se ultrapassar esse valor, o restante será pago com recursos próprios”, disse. A expectativa é que o processo de licitação seja iniciado em janeiro e, se não houver atrasos, o poço esteja pronto até março. “Se tudo correr bem, acredito que até março a gente consiga resolver esse problema”, afirmou. Enquanto isso, moradores seguem cobrando uma solução urgente para o racionamento, que já dura três meses e tem impactado a rotina da população. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara