Do prejuízo ao lucro: agricultor aposta no sorgo e muda planejamento da fazenda em Maracaju

Novidade no campo: agricultor troca soja por sorgo em lavoura de Maracaju Após sucessivas perdas com a soja por falta de chuva, o agricultor Valdemir Portela d...

Do prejuízo ao lucro: agricultor aposta no sorgo e muda planejamento da fazenda em Maracaju
Do prejuízo ao lucro: agricultor aposta no sorgo e muda planejamento da fazenda em Maracaju (Foto: Reprodução)

Novidade no campo: agricultor troca soja por sorgo em lavoura de Maracaju Após sucessivas perdas com a soja por falta de chuva, o agricultor Valdemir Portela decidiu plantar sorgo no verão em 270 hectares da fazenda, em Maracaju (MS). A mudança ocorreu depois de cinco safras consecutivas com prejuízo causado pela estiagem em janeiro. Segundo Valdemir, o problema acontece quando falta chuva no início do ano, prejudicando lavouras que vinham bem. Por isso, ele resolveu testar o sorgo como alternativa à soja. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A soja sempre foi a base da agricultura na região, plantada no verão e seguida do milho na segunda safra. Mas a irregularidade das chuvas e eventos climáticos extremos forçaram produtores a repensar o planejamento. O sorgo, que antes era plantado principalmente no inverno, agora começa a ocupar áreas tradicionais de soja no verão. De acordo com a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), o estado tem cerca de 400 mil hectares de sorgo, um crescimento de 7.700% nos últimos cinco anos. O agricultor explicou os desafios e a decisão: “O ano passado eu sugeri: ‘o que a gente acha de substituir o soja por um sorgo?’ No primeiro momento foi loucura, aí depois a gente viu que poderia ser uma ferramenta boa. Foi um desafio, porque plantar sorgo depois do milho significa duas gramíneas seguidas. A gente conseguiu cuidar bem da lavoura, tratamos as sementes e usamos produtos para impedir que plantas daninhas crescessem. A lavoura se desenvolveu bem e deu lucro, cerca de R$ 2.400 por hectare, enquanto a soja na mesma área rendeu, em média, R$ 1.300 por hectare.” Além de servir para alimentação de animais, o sorgo passou a ser usado na produção de etanol, ampliando o mercado. Valdemir já garantiu a venda antes da colheita, a R$ 45 a saca, com uma indústria de Mato Grosso do Sul. Ele acredita que o sorgo deve continuar como alternativa estratégica, podendo permanecer na lavoura por até duas safras antes da volta da soja, ajudando a reduzir riscos em anos de pouca chuva. Por enquanto a área com sorgo corresponde a uma pequena parte de teste na fazenda de Valdemir. Na safra de verão a principal cultura ainda continua sendo a soja. Agricultor troca soja por sorgo em lavoura de Maracaju TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: