É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer
É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer Reprodução Circula nas redes sociais o vídeo de um homem afirmando que o uso de fone sem fio causa Alzheimer...
É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer Reprodução Circula nas redes sociais o vídeo de um homem afirmando que o uso de fone sem fio causa Alzheimer. É #FAKE. selo fake g1 📲 Como a mensagem chegou ao Fato ou Fake? Leitores sugeriram a checagem e enviaram o link do vídeo ao nosso WhatsApp: +55 (21) 97305-9827. 🛑 O que diz a mensagem falsa? Publicado no início de fevereiro no Instagram, onde passou mais de 230 mil curtidas, o vídeo foi manipulado por inteligência artificial (IA) e mostra um homem fazendo afirmações sem embasamento científico (leia detalhes abaixo). Ele alega: "Jogue fora seu fone sem fio ou continue usando, se quiser ter Alzheimer precoce. O motivo: estamos enfiando transmissores de micro-ondas dentro do ouvido, todo dia. Se você usa fone sem fio, parabéns. Você está, basicamente, segurando um pequeno micro-ondas ligado contra à sua cabeça. A potência é baixa, mas a distância é zero. Essa radiação rompe a barreira hematoencefálica – a muralha que protege seu cérebro de toxinas. Quando ela quebra, metais pesados, vírus e lixo químico entram. Entram direto na massa cinzenta. O resultado: névoa mental, dor de cabeça, perda de memória. É o seu cérebro cozinhando em fogo baixo. Jogue o fone bluetooth fora. Volte para o fio. É feio, talvez, mas demência precoce é muito mais feia". ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu um trecho do vídeo viral à plataforma Hive Moderation, que detecta conteúdos criados ou adulterados com IA. Resultado de análise: 99% de probabilidade de uso desse recurso. Já a ferramenta Hiya, que verifica áudios falsos, indicou 97% de chance de a fala ser sintética (veja infográficos abaixo). O Fato ou Fake submeteu um trecho do vídeo ao detector Hive Moderation, que apontou 99% de probabilidade de as cenas conterem inteligência artificia Reprodução O áudio foi submetido ao detector Hyia, que considerou o fragmento muito provavelmente gerado por IA Reprodução O Fato ou Fake também mostrou a publicação ao médico Bruno Iepsen, que integra a comissão científica da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Formado em neurologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), ele é membro titular da Academia Brasileira de Neurologia e coordenador da residência médica em Neurologia no Hospital Geral de Fortaleza. Ele desmentiu a alegação do vídeo viral. Veja 5 destaques: "Não existe evidência científica de que fones bluetooth, wi fi ou celulares causem Alzheimer ou demência precoce. A radiação emitida por esses aparelhos é não ionizante e não tem energia suficiente para causar danos ao DNA, necessários para provocar doenças como câncer ou neurodegeneração. Revisões científicas e órgãos internacionais de saúde, como Organização Mundial de Saúde [OMS], ICNIRP [Comissão Internacional de Proteção Contra Radiação Não Ionizante] e FDA [Food and Drug Administration, agência americana], analisaram milhares de estudos e não encontraram associação consistente entre o uso desses dispositivos e problemas neurológicos nas condições normais de exposição. A maioria das alegações em redes sociais deriva de interpretações equivocadas sobre 'radiação' ou extrapolações de estudos in vitro com condições irreais." "Embora fones bluetooth operem na faixa de 2,4 GHz, próxima à frequência de fornos de micro-ondas, a potência emitida pelos fones (tipicamente 2,5 mW) é centenas de milhares de vezes inferior à de um forno doméstico (700 a 1000 watts). A comparação [do vídeo falso] é tecnicamente incorreta, pois apenas a potência determina o impacto sobre o tecido biológico. Além disso, normas internacionais de segurança, como as diretrizes da ICNIRP estabelecem limites rigorosos para exposição humana, e fones bluetooth ficam muito abaixo desses limites." "A analogia entre celulares ou fones bluetooth e um 'micro-ondas encostado na cabeça' não se sustenta. Apesar de ambos usarem radiação eletromagnética, a potência dos dispositivos móveis é muito baixa, geralmente alguns miliwatts, enquanto um forno de micro-ondas opera com centenas de watts em uma cavidade projetada para concentrar energia." "Não há evidência científica convincente de que a radiação de radiofrequência emitida por fones bluetooth em potências de miliwatts seja capaz de romper a BHE em humanos. Estudos que sugeriram alterações transitórias da barreira foram feitos em animais, com exposições muito superiores às do uso real e resultados inconsistentes. Revisões sistemáticas recentes confirmam que, nos níveis de exposição típicos de dispositivos de consumo, não há dano estrutural ou funcional à BHE. O principal efeito físico conhecido é o aquecimento, porém a potência desses dispositivos é insuficiente para causar aumento mensurável de temperatura." É "falso e sensacionalista" dizer que quando a BHE quebra, metais pesados, vírus e lixo químico entram direto na massa cinzenta. "Mesmo em condições médicas reais em que a BHE se torna mais permeável, como inflamações, infecções ou traumatismos, não ocorre uma abertura indiscriminada permitindo a entrada livre de qualquer substância circulante. A BHE é uma estrutura dinâmica, e quando há disfunção, apenas alguns tipos específicos de moléculas podem atravessar, geralmente associadas ao processo patológico em curso. O organismo ainda possui mecanismos de defesa adicionais, como microglia, sistema imunológico periférico e proteínas transportadoras. Portanto, a ideia de “invasão de lixo químico” não corresponde à realidade neurobiológica." Veja o que o Fato ou Fake já desmentiu sobre o tema: É #FAKE que exercício com a língua previne Alzheimer É #FAKE que Nélson Araújo, do Globo Rural, recomendou produto contra Alzheimer no Conversa com Bial; vídeo foi manipulado com IA É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer Reprodução Veja também Vídeo de capivara pegando "carona" em cima de tatu foi feito com IA É #FAKE vídeo de capivara pegando 'carona' em cima de tatu VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)