História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty

História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty Foto: Divulgação/Bourbon Festival Paraty Para acompanhar a programação detalhad...

História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty
História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty (Foto: Reprodução)

História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty Foto: Divulgação/Bourbon Festival Paraty Para acompanhar a programação detalhada e atualizações em tempo real, siga o perfil oficial do evento no Instagram: @bourbon.festival.paraty Com seu conjunto arquitetônico colonial preservado, Paraty (RJ) reafirma-se como o cenário perfeito para a celebração da cultura. As famosas ruas de "Pé de Moleque", pavimentadas com pedras irregulares, e a atmosfera que une tradição e história preparam-se para acolher novos visitantes e moradores ávidos por música entre os dias 29 e 31 de maio de 2026, período em que o município sedia a 16ª edição do Bourbon Festival Paraty. O evento gratuito, idealizado, produzido e promovido pelo Bourbon Street Music Club — tradicional casa de shows paulistana —, promove nesta edição uma imersão na raiz africana como a base da música global, conectando o Jazz, o Blues, o Soul e o R&B à produção nacional contemporânea. História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty Foto: Divulgação/Bourbon Festival Paraty Neste ano, o circuito do evento se expande com palcos distribuídos pela Matriz, Santa Rita, Igreja, Quadra e Largo do Rosário, além de ocupar espaços na Praça da Bandeira, no Chafariz, na Praia do Jabaquara e na Ponte do Pontal. Uma das novidades celebradas é o retorno das apresentações musicais no Cinema da Praça, inserindo ainda mais os equipamentos culturais do município ao festival. Ao todo, serão mais de 12 horas diárias de programação conduzidas por mais de 60 atrações. "Esta edição do Bourbon Festival Paraty marca um amadurecimento na nossa relação com a cidade, ao incorporarmos talentos locais e expandirmos as fronteiras do evento para além do Centro Histórico e em itinerâncias pelas ruas e praças. A curadoria está riquíssima, promovendo o encontro de excelentes músicos paratienses com grandes nomes nacionais e internacionais vindos de New Orleans, Chicago e Nova York — berços fundamentais do gênero", afirma Edgard Radesca, diretor geral do Bourbon Street. A revolução de Miles Davis e a efervescência global do Blues O festival dedica parte central de sua programação a celebrar o centenário do trompetista norte-americano Miles Davis (1926–1991), uma das mentes mais inovadoras da história da música, que liderou as principais transições estilísticas do jazz — do bebop e cool jazz ao jazz modal e à fusão com o rock eletrificado. Para capitanear esse tributo histórico, o evento traz o guitarrista Mike Stern, indicado seis vezes ao Grammy e integrante da lendária banda do próprio Davis nos anos 1980. Stern lidera seu quinteto ao lado do baterista Dennis Chambers e convida o trompetista Sidmar Vieira para apresentar clássicos que marcaram a era elétrica de Miles. "O Miles Davis era obviamente um músico incrivelmente brilhante. E eu me senti muito honrado por ter tido a chance de tocar com ele. O que eu mais amava nele era a quantidade de alma com que ele tocava! Ele sempre tinha um 'groove' tão forte!", relembra Stern. A reverência a Davis continua com o grupo Irmãos & Brothers, que recebe no palco a vencedora do Latin Grammy Xênia França, e com o quinteto do trompetista Lucas Gomes em uma releitura de Bitches Brew, álbum revolucionário que marcou a fusão do jazz com o rock e a eletricidade lançado por MIles em 1970. Em paralelo, a cena do blues ganha um panorama robusto e transgeracional. De Chicago, chegam Carlise Guy (filha de Buddy Guy) com a The Nublu Band, e Billy Branch, mestre da harmônica mundial e premiado no Blues Music Awards 2026. O gaitista e cantor Omar Coleman junta-se ao guitarrista brasileiro Igor Prado para lançar o projeto Old, New, Funky & Blue. Personificando a busca do festival por novos talentos, o vocalista e tecladista Sonny Gullage, de 25 anos, desponta como uma das grandes revelações contemporâneas após ser acompanhado de perto pela organização em New Orleans, trazendo uma mistura enérgica de Blues, Soul e R&B. A vertente latina ganha força com os argentinos Ivan Singh — guitarrista radicado em Chicago que chama a atenção por sua guitarra artesanal de lata de quatro cordas e canções em "Spanglish" — e a baixista e cantora Jes Condado. Essa reverência aos grandes mestres do gênero estende-se aos irmãos Gabi & Gu Anias, em um tributo a Eric Clapton.  O festival também celebra a regularidade de parceiros históricos, como o multi-instrumentista Vasco Faé. Conhecido como "Manoblues", ele completa 15 anos de apresentações consecutivas no festival desde sua estreia em 2011, atuando no formato de "homem-banda" ao controlar voz, guitarra, gaita e percussão simultaneamente. "A cada ano é como se eu voltasse para casa uma outra pessoa, pela vivência, pelos encontros e pela troca com tanta gente de lugares diferentes. É um privilégio voltar a Paraty. A gente se sente acolhido, parte de uma família, e o mais notável é que o público vai com sede de música, pronto para vibrar junto", comemora Faé.  Vertentes da música brasileira e o protagonismo paratiense A programação nacional equilibra canções confessionais e virtuosismo instrumental. No campo das vozes, o festival recebe Chico Chico, nome de destaque da nova geração, e Ana Cañas, com seu novo espetáculo dedicado ao repertório de Rita Lee, além das performances de Jackie Carlini. No segmento instrumental, o projeto Afro Jobim promove o encontro de Nanny Assis com o ícone mineiro Toninho Horta para explorar as matrizes afro-brasileiras na obra de Tom Jobim. Sobre Horta, o próprio Jobim dizia: “Ele não é um violonista, é um orquestrador de violão". A tradição das cordas brasileiras também ganha contornos históricos com Junior da Violla no projeto "Viola Antiqua", que realiza uma imersão nas origens e na evolução da viola caipira. O grande diferencial da edição, contudo, é o espaço concedido à efervescente cena musical de Paraty. Longe de ser um mero suporte, a produção local exibe a diversidade de estilos que movimenta culturalmente a cidade o ano inteiro. A abertura oficial mobiliza a Orquestra Jazz Sinfônica Jovem de Paraty e os talentos da Orquestra de Violões, transitando entre o repertório erudito e o popular. História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty Foto: Divulgação/Bourbon Festival Paraty A pluralidade regional manifesta-se no Gypsy Jazz e no Swing do Teo Lobos Trio; na guitarra de Kris Oliveira, que acumula bagagem internacional em festivais como Montreux; e no Rhandall Trio, focado na fusão do jazz com ritmos brasileiros. O intercâmbio cultural do território é enriquecido pelo saxofonista francês Jerôme Charlemán e pelo guitarrista venezuelano Rodrigo Zambrano, ambos radicados na cidade. Os ritmos tradicionais e as homenagens também ganham roupagens exclusivas: os riffs do Plinio Blues mantêm o gênero pulsante na cidade, enquanto o duo Felipe Karam e André Pantera une violão e violino no show instrumental "2 de cordas". O ecletismo se consolida com a fusão latina do Lucas Dutra Quarteto em parceria com o grupo Candombe Paraty, e com o sóbrio tributo a Chet Baker conduzido pelo trompetista Anderson Della Vecchia e seu Della Vecchia Trio. Interatividade, intervenções urbanas e artes visuais O festival redesenha a dinâmica urbana de Paraty ao transformar a rua em palco ativo. Os palcos móveis dos projetos Jazz na Kombi e Little Beast quebram a barreira invisível entre músicos e espectadores ao se apresentarem no nível do chão. Essa proximidade se reflete no cortejo Amigos da Cacilda, fruto do projeto de inclusão Favela Brass, composto por jovens músicos que estrearam no festival em 2022 ainda adolescentes e retornam agora com uma proposta autoral. A eles somam-se os tradicionais buskers da Orleans Street Jazz Band, que emulam as tradicionais bandas de rua de New Orleans em intervenções itinerantes. A experiência cultural expande-se para as artes visuais com a exposição fotográfica “MATRIZ: frequência coletiva”. Sob as lentes de Pedro Guida e Roger Sassaki, e com curadoria de Giancarlo Mecarelli, a mostra joga luz sobre os músicos de apoio e instrumentistas de elite — os chamados sidemen —, revelando os bastidores, o virtuosismo técnico e a conexão humana indispensável que sustenta os grandes espetáculos do festival. História e música se encontram na 16ª edição do Bourbon Festival Paraty Foto: Divulgação/Bourbon Festival Paraty Sustentabilidade e legado socioambiental Paralelamente aos shows, o Bourbon Festival Paraty estrutura suas operações com foco na preservação ambiental e no impacto social no município, alinhando-se aos objetivos da Agenda 2030 da ONU. A gestão de resíduos sólidos é realizada com a Cooperativa de Paraty, e lonas promocionais são doadas para a ONG Cariátides Moda Sustentável para fins de economia circular. A neutralização das emissões de carbono é feita com a Iniciativa Verde. Para esta edição, o festival introduz o Projeto Siri, iniciativa de logística reversa que instala ecopontos pela cidade com o objetivo de garantir que a receita gerada pela reciclagem de materiais retorne diretamente como benefício financeiro para a comunidade local de catadores. Um convite aos sentidos O Bourbon Festival Paraty não é apenas um evento para ser assistido, mas para ser vivido com a alma. É o som dos instrumentos ecoando entre as paredes de pedra, o encontro espontâneo nas esquinas coloniais e a vibração compartilhada que transforma a cidade em uma grande partitura aberta. Deixe-se levar pela bossa, pelo charme e pela energia contagiante de um dos festivais mais bacanas do país! O Bourbon Festival Paraty Lei Rouanet Patrocínio: Repsol Sinopec Brasil e Secretaria de Cultura e Economia Criativa - Governo do Estado do Rio de Janeiro Idealização e Produção: Instituto Bourbon Cultural Produção: Bourbon Street Apoio Institucional: New Orleans Company Apoio: Galeria Zoom, Casa da Cultura de Paraty e Paraty Convention & Visitors Bureau Bebida Oficial: Cerveja Therezópolis e Coca-Cola Media Partner: Uol, Rolling Stone Assessoria de comunicação: Grená Agência de Criação e Passarim Comunicação e Sustentabilidade  Ações sustentáveis (curadoria e execução): Silvana Cardoso do E. Santo Realização: Prefeitura de Paraty (Secretaria de Turismo) - Ministério da Cultura - Governo do Brasil - Do lado do povo brasileiro