Homem que atropelou fisioterapeuta na saída do trabalho tem pedido de liberdade negado
Suspeito de atropelar fisioterapeuta em Palmas tem prisão preventiva decretada A Justiça negou o pedido de liberdade ao motorista João Paulo Rocha do Nascime...
Suspeito de atropelar fisioterapeuta em Palmas tem prisão preventiva decretada A Justiça negou o pedido de liberdade ao motorista João Paulo Rocha do Nascimento, que atropelou o fisioterapeuta Thiago Dias Camilo no último dia 15 de fevereiro, em Palmas. A desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe rejeitou o Habeas Corpus (HC) citando a embriaguez do condutor, a fuga do local sem prestar socorro e o histórico criminal dele como motivos para mantê-lo preso. Thiago Dias Camilo, de 39 anos, pilotava uma motocicleta quando foi atingido pelo carro de João Paulo. Com ferimentos graves e traumatismo craniano, o fisioterapeuta foi socorrido inconsciente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Geral de Palmas (HGP). Segundo a SSP, o motorista fugiu do local do acidente, mas foi localizado em um posto de combustível pela Guarda Metropolitana. O suspeito ainda apresentou resistência durante a condução por parte da Guarda e precisou ser algemado. Ele estava cumprindo pena sob monitoração eletrônica por meio de tornozeleira desde outubro de 2025. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Confira os principais pontos que motivaram a manutenção da prisão preventiva: Gravidade do acidente: A vítima sofreu traumatismo craniano e permanece internada em estado grave e intubada no hospital. Embriaguez e fuga: Testemunhas e policiais informaram que o motorista fugiu sem prestar socorro. Ele foi localizado pouco depois com sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro. A polícia encontrou latas de cerveja dentro do carro e na casa do suspeito. Contradições: A defesa afirmou que o motorista chamou o socorro, mas a Justiça destacou que os registros da polícia confirmam a fuga e que o fisioterapeuta só recebeu ajuda de pessoas que passavam pelo local. Histórico criminal: O motorista já possui registros anteriores por violência doméstica (Lei Maria da Penha) e medidas protetivas contra ele. Para a magistrada, isso demonstra que o suspeito oferece risco à sociedade. Ordem pública: A desembargadora entendeu que a prisão é necessária devido à "periculosidade social" do condutor, motivada pela combinação de álcool ao volante, direção perigosa e omissão de socorro. LEIA TAMBÉM: Fisioterapeuta estava saindo do trabalho quando foi atropelado por motorista sem carteira Motorista que atropelou fisioterapeuta usava tornozeleira e tinha sinais de embriaguez, aponta investigação A Defensoria Pública, defesa de João Paulo Nascimento, sustenta que ele acionou o socorro logo após o acidente e que a manutenção da prisão é uma medida desproporcional. Como alternativa, os advogados sugerem a aplicação de medidas cautelares, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O órgão reforça que não há risco de o motorista voltar a cometer crimes, uma vez que o atropelamento não foi intencional (crime culposo). O órgão também contesta a tese de "dolo eventual", aplicada quando a Justiça entende que o condutor assumiu o risco de matar ou ferir a vítima, mesmo sem a intenção direta. João Paulo Costa do Nascimento, de 28 anos estava cumprindo pena com o uso de tornozeleira eletrônica no momento do acidente Reprodução/Allessandro Ferreira/Agência Tocantins João Paulo Nascimento seguirá preso preventivamente. Ele deve aguardar até que o colegiado do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) julgue o mérito do caso em caráter definitivo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.