Juíza pede que penitenciária do Amapá explique contratação de empresa de alimentos que deveria passar por inspeção técnica

Unidade Cadeião do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Crystofher Andrade/g1 A juíza Alana Castro, da 2ª Vara de Fazenda Pública ...

Juíza pede que penitenciária do Amapá explique contratação de empresa de alimentos que deveria passar por inspeção técnica
Juíza pede que penitenciária do Amapá explique contratação de empresa de alimentos que deveria passar por inspeção técnica (Foto: Reprodução)

Unidade Cadeião do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Crystofher Andrade/g1 A juíza Alana Castro, da 2ª Vara de Fazenda Pública de Macapá, deu 24 horas para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) explicar a contratação da empresa Servi Gastronomia Industrial Ltda, para ser responsável pelo fornecimento de alimentos ao sistema prisional do Amapá. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (11), depois que a contratação apareceu no Diário Oficial do Estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Segundo a magistrada, a liminar que suspendeu a desclassificação da empresa do processo, concedida na sexta-feira (6), estava condicionada a uma nova inspeção técnica na sede da Servi Gastronomia Industrial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa tinha até o domingo (15) para comprovar condições técnicas, estruturais e sanitárias para fornecer refeições ao sistema prisional. O contrato atual termina no mesmo dia, prazo limite para evitar desabastecimento de alimentos nas unidades prisionais. Se a empresa não comprovasse aptidão até a data, a liminar seria revogada. Mesmo assim, o Iapen assinou o contrato, sem comprovar se houve a inspeção requerida. A juíza reforçou que a liminar foi dada apenas para permitir que a empresa comprovasse aptidão dentro do prazo, e não para garantir a contratação. O Iapen deve informar em até 24 horas: Se houve nova inspeção técnica nas instalações da empresa e, em caso positivo, apresentar o laudo; Se a empresa está apta para fornecer refeições a partir de domingo (15), com toda a documentação exigida. A empresa afirma que sua proposta é cerca de R$ 13,4 milhões mais barata que a das concorrentes. A juíza considerou o valor relevante para o interesse público, por representar economia em um contrato essencial. LEIA TAMBÉM: Câmara de Macapá aprova investigação que pode levar a cassação do vice-prefeito Câmara aprova criação de gabinete de emergência na prefeitura de Macapá com 13 votos Entenda por que houve um novo processo licitatório O contrato atual de fornecimento de refeições ao sistema prisional do Amapá foi rescindido pelo governo estadual. A decisão ocorreu após constatação de problemas na qualidade, quantidade e higiene das refeições entregues. O contrato vigente termina em 15 de março de 2026, e para evitar risco de desabastecimento, o Iapen abriu uma nova disputa contratual. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: