MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras

MP cobra retomada do monitoramento por câmeras em Petrópolis O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça...

MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras
MPRJ ajuíza ação civil pública para que Petrópolis retome serviço de monitoramento urbano por câmeras (Foto: Reprodução)

MP cobra retomada do monitoramento por câmeras em Petrópolis O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, na Região Serrana do Rio, ajuizou, na sexta-feira (15), uma ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, em face do município. O objetivo é obter, junto ao Juízo da 4ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis, uma decisão para que a prefeitura conclua o procedimento licitatório destinado à contratação de sistema de monitoramento urbano por câmeras, observando-se todas as etapas previstas na Lei nº 14.133/2021, com a efetiva celebração do contrato administrativo e implantação do serviço. O MP solicita ainda que a Justiça condene o município a executar a manutenção contínua, adequada e ininterrupta do sistema de câmeras, em quantitativo e cobertura compatíveis com as necessidades da segurança pública, mobilidade e proteção e defesa civil da cidade. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Monitoramento de Câmeras em Petrópolis Divulgação A ação tem origem no Inquérito Civil n° 2481, instaurado para apurar a desativação do sistema municipal de monitoramento urbano. Segundo o MPRJ desde o ano de 2017, Petrópolis mantinha contrato com a empresa Emive – Patrulha 24 Horas Ltda. para a locação de sistema de câmeras, que não foi renovado em fevereiro deste ano. A ação ressalta que as câmeras de monitoramento foram instaladas em pontos estratégicos da cidade, auxiliando no controle do trânsito e na prevenção e repressão de delitos. O controle era feito a partir do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (CIMOP), instalado nas dependências da Secretaria Municipal de Defesa Civil. O MP afirma ainda na ação que o monitoramento é vital, pois permite também a verificação, em tempo real, das inundações, comuns na cidade serrana. Cumprindo um importantíssimo papel na prevenção de danos materiais e à vida e integridade das pessoas, já que possibilitam a emissão de alertas mais precisos à população e auxiliam na tomada de decisão pelos gestores quanto à interdição de vias e outras medidas preventivas necessárias. E recentemente, o município vinha adotando, inclusive, a medida de disponibilizar à população o acesso às imagens das câmeras quando havia a ameaça ou ocorrência de chuvas fortes. Em fevereiro deste ano a prefeitura de Petrópolis informou que as câmeras de segurança necessitavam de modernização, e por isso foram desligadas. Mas, segundo o MP, foram na verdade retiradas pelo fornecedor, devido à não renovação do contrato, que já havia passado por termo aditivo. O desligamento ocorreu em período de chuvas intensas e com elevação dos acumulados pluviométricos. Foi realizada uma reunião da Promotoria com a Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SSOP), a CPTrans e a Defesa Civil, onde foi informado pelo município que existiam dois procedimentos em curso: um para a contratação emergencial e outro para a licitação do sistema de monitoramento por câmeras. Após cerca de três meses do desligamento, o serviço não foi retomado. Com isso, a justiça, através da 4ª Vara Civil de Petrópolis, atendeu a ação do MPRJ, e estabeleceu, na sexta-feira (15), um prazo de três dias para a prefeitura se posicionar sobre os processos licitatórios. Procurada pelo g1, em nota a prefeitura informou que os procedimentos para a licitação já estão em andamento e todas as providências estão sendo agilizadas para a retomada do serviço de monitoramento o mais rápido possível.