No cálculo do PIB, construção civil é um dos destaques do primeiro trimestre de 2026

Construção Civil é um dos destaques do PIB do 1º trimestre No cálculo do PIB, a construção civil é considerada uma das atividades industriais da economi...

No cálculo do PIB, construção civil é um dos destaques do primeiro trimestre de 2026
No cálculo do PIB, construção civil é um dos destaques do primeiro trimestre de 2026 (Foto: Reprodução)

Construção Civil é um dos destaques do PIB do 1º trimestre No cálculo do PIB, a construção civil é considerada uma das atividades industriais da economia – e foi um dos destaques do primeiro trimestre. Tapumes, andaimes, tijolos à vista. É em uma quadra e também na outra. E do alto, mais prédios subindo. Reflexo de um setor que cresceu no primeiro trimestre de 2026 e que ajudou no desempenho geral da indústria. A construção civil cresceu 2,9% entre janeiro e março. É uma recuperação depois de uma queda registrada no último trimestre de 2025. Desde o início de 2026, o volume de obras nas cidades aumentou, segundo os construtores. “O que que contribuiu para o crescimento foram as obras públicas, PPPs e concessões, principalmente das obras do governo e dos governos de estado. Toda capital que fez um plano diretor adequado para poder diminuir o déficit habitacional está com uma construção civil muito pujante”, afirma Yorki Estefan, presidente do Sinduscon São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No cálculo do PIB, construção civil é um dos destaques do primeiro trimestre de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução Já a indústria de transformação - que é a que faz um produto a partir de uma matéria-prima - teve praticamente o mesmo desempenho do trimestre anterior. Um dos setores que enfrentam desafios é o automotivo. Embora as vendas tenham aumentado no primeiro trimestre no mercado interno, as exportações caíram na comparação com o mesmo período de 2025, segundo a associação dos fabricantes. “O que nós tivemos foi um desaquecimento das economias latino-americanas e, portanto, reduziu os embarques do Brasil para esses países. E um processo de muita competição também fora do Brasil. O que acontece no Brasil da competição, sobretudo asiática, acontece também nos países da América Latina”, diz Igor Calvet, presidente da Anfavea. Os economistas avaliam que os juros altos - necessários para segurar a inflação - ainda impactam os investimentos das empresas em maquinário e tecnologia. A taxa de investimento cresceu mais de 3% e ficou em 16,5% do PIB. Apesar de ter subido na comparação com o trimestre anterior, ainda ficou mais de um ponto percentual abaixo do mesmo período de 2025. E isso pode comprometer o crescimento no futuro. O pesquisador da FGV Samuel Pessoa afirma que a queda de juros só virá de forma sustentável com mais organização dos gastos públicos: “Um plano de ajuste fiscal, uma política mais consistente de redução de endividamento que permitirá que o Banco Central retome o ciclo de queda de taxa de juros. É reduzindo o crescimento do gasto, pressionando menos a demanda agregada e permitindo que os juros caiam. O juro cai, o investimento privado sobe e ocupa o espaço que era ocupado pelo setor público”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, diz IBGE Fazenda vê desaceleração, mas mantém em 2,3% estimativa de alta do PIB em 2026 Contas públicas têm superávit de R$ 24,6 bilhões em abril; dívida sobe para 80,4% do PIB