PF faz nova Operação Sem Desconto, enquanto Mendonça pede relatório sobre investigados para checar evolução de inquérito

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) fazem nesta quarta-feira (27) nova operação para combater fraudes nos descontos de aposentados...

PF faz nova Operação Sem Desconto, enquanto Mendonça pede relatório sobre investigados para checar evolução de inquérito
PF faz nova Operação Sem Desconto, enquanto Mendonça pede relatório sobre investigados para checar evolução de inquérito (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) fazem nesta quarta-feira (27) nova operação para combater fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas. Enquanto isso, depois de troca de delegado do inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro André Mendonça, relator do caso, pediu um relatório detalhado sobre todos os que foram alvo de operações da Polícia Federal e como estão as apurações de cada um deles. Mendonça, que é relator do caso, quer ter conhecimento de como estão todas as investigações, principalmente depois de o delegado que conduzia o caso ter sido afastado do inquérito. O delegado disse que a saída foi uma decisão pessoal, mas a informação é que havia muita pressão dentro do inquérito, que investiga pessoas ligadas a Fábio Lula da Silva, o Lulinha, como a empresária Roberta Luchsinger (leia mais abaixo). PF encontra dinheiro em saco de lixo na casa de servidor do INSS em PE 🔎Na primeira quinzena de maio, o caso deixou de estar sob responsabilidade do delegado Guilherme Figueiredo Silva, da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev), e passou para o grupo que investiga políticos com foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF), chamado de Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). 🔎Na ocasião, a PF afirmou que a transferência "foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações" e que "não houve alteração na equipe que conduz as investigações". André Mendonça tem orientado os delegados que conduzem os inquéritos das fraudes no INSS e do Banco Master a não perseguir ninguém, mas também não poupar. É um recado para seus críticos, de que ele, relator dos dois inquéritos, poderia estar direcionando as investigações contra algumas pessoas. A ordem de André Mendonça é respeitar os fatos e investigá-los, sem fechar os olhos para nada nem pesando a mão contra ninguém. Em relação às negociações de delação, o ministro costuma dizer que esse é um direito de um investigado, mas a proposta de colaboração premiada não pode ser tendenciosa nem poupar ninguém. Até o momento, ele não recebeu nenhuma proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro nem do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Isso só acontece quando a PF e a Procuradoria Geral da República fecham o acordo e apresentam a proposta para homologação.