PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília

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PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília
PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília (Foto: Reprodução)

Caso Master: PF ouve depoimentos de 2 investigados A Polícia Federal ouviu, nesta segunda-feira (26), os depoimentos de dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária envolvendo o Master e o Banco de Brasília. Os depoimentos foram na sede do Supremo por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do inquérito. Uma mudança no padrão desse tipo de investigação. Toffoli também alterou a agenda feita pela Polícia Federal, reduzindo de cinco para dois dias o prazo para os investigadores tomarem os depoimentos. Alegou limitação de salas e de funcionários disponíveis para realizar o trabalho no STF. Os delegados consideraram o prazo apertado diante da complexidade da investigação. Com os depoimentos, a PF busca mais detalhes sobre as negociações do BRB, Banco de Brasília, para comprar o Master. O negócio foi suspenso por irregularidades nas tratativas e, depois, o Master liquidado pelo Banco Central por fraudes financeiras. O BRB gastou R$ 12 bilhões para comprar carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e não tinham garantias. O Banco Central calcula que o BRB ficou com um prejuízo de pelo menos R$ 3 bilhões. Daniel Vorcaro, dono do Master, usa uma tornozeleira eletrônica desde que foi solto no dia 29 de novembro. Ele ficou 12 dias preso preventivamente. No depoimento que prestou no fim de 2025, afirmou que tratou pessoalmente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB, sobre a compra do banco. Ibaneis negou. A PF chegou a agendar um novo depoimento de Vorcaro, mas desmarcou depois das alterações no cronograma feitas pelo ministro. Dois suspeitos foram ouvidos nesta segunda-feira (26): Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo da Tesouraria do Banco Master. Os depoimentos de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa usada pelo Master na negociação com o BRB, e do empresário Henrique Souza e Silva Peretto também seriam nesta segunda-feira (26), mas foram adiados para outra data que ainda será marcada. A defesa dos dois alegou que eles não tiveram acesso ao processo. Nesta terça-feira (27), mais quatro suspeitos vão prestar depoimento. PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução No início de janeiro, a PF fez busca e apreensão na segunda fase da operação que investiga as fraudes financeiras do Banco Master. Dias Toffoli determinou que os documentos e equipamentos apreendidos fossem lacrados e enviados ao STF. Depois, mudou a decisão e determinou que a PGR fizesse a extração e análise do material junto com a PF. Toffoli indicou os peritos da Polícia Federal. Essa atribuição costuma ser do delegado da PF que conduz a investigação. Nesta segunda-feira (26), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que os peritos já analisam o material e que as investigações seguem normalmente. Só com Daniel Vorcaro, a PF apreendeu cinco telefones celulares. “Eu não vou entrar em detalhes operacionais de investigações que ainda estão em andamento, seja essa ou qualquer outra. Mas é um processo regular. Nossos peritos já tiveram acesso, a gente teve acesso, a instrução segue regular. Não há nenhum prejuízo nesse caso”, diz Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. O ministro Gilmar Mendes, do STF - Supremo Tribunal Federal, defendeu nesta segunda-feira (26) a condução do inquérito pelo ministro Dias Toffoli. Em uma rede social, ele escreveu que: “O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições. No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso”. LEIA TAMBÉM Andréia Sadi: Investigadores veem situação de Toffoli como insustentável e alertam ministros do STF sobre agravamento das investigações do Caso Master Vorcaro diz à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Caso Master: criminosos se aproveitam da procura por recursos do FGC para aplicar golpes; saiba como se proteger