PGR defende que escolha do novo governador do RJ seja feita por eleição direta

PGR defende que escolha do novo governador do RJ seja feita por eleição direta Jornal Nacional/ Reprodução A Procuradoria-Geral da República defendeu, nest...

PGR defende que escolha do novo governador do RJ seja feita por eleição direta
PGR defende que escolha do novo governador do RJ seja feita por eleição direta (Foto: Reprodução)

PGR defende que escolha do novo governador do RJ seja feita por eleição direta Jornal Nacional/ Reprodução A Procuradoria-Geral da República defendeu, nesta terça-feira (7), que a escolha do novo governador do Rio de Janeiro seja feita por eleição direta. A manifestação da PGR foi enviada ao Supremo um dia antes do início do julgamento pelos ministros da Corte. O parecer é favorável ao pedido do PSD - partido do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes -, que defende que a escolha do novo governador seja pelo voto popular. Hoje, o estado é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. A crise política no estado se intensificou com a renúncia do governador Cláudio Castro, do PL, em março - um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral torná-lo inelegível por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022. O vice Thiago Pampolha já tinha renunciado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Rio. E o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, além de ter sido cassado no mesmo processo de Cláudio Castro, está preso, suspeito de envolvimento com o Comando Vermelho. Ele nega as acusações. No parecer desta terça-feira (7), o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, cita a afirmação do PSD, autor da ação, de que "a renúncia foi uma manobra de Cláudio Castro para fraudar a aplicação do Código Eleitoral, frustrando a participação soberana dos eleitores na escolha do novo governo estadual". A PGR afirma que deve ser aplicada a regra que prevê eleição direta, por entender que houve cassação do mandato: "A compreensão de que houve reconhecimento de abuso de poder com a declaração de inelegibilidade e a cassação do diploma de Cláudio Castro evidencia que, no caso, houve uma vacância por consequência de decisão da Justiça Eleitoral". As regras para a eleição de um mandato-tampão começaram a ser debatidas há duas semanas no plenário virtual. A maioria dos ministros votou somente para estabelecer regras pela eleição indireta, através da Assembleia Legislativa. Mas, na ocasião, esses ministros não analisaram a questão de eleição direta. Já Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin defenderam a realização de eleição direta, pelo voto popular. Com a ação do PSD, Cristiano Zanin, em decisão liminar, suspendeu a eleição indireta e levou o caso ao plenário. O julgamento que vai definir como será a escolha do novo governador do Rio começa nesta quarta-feira (8) à tarde. Os dez ministros do Supremo vão decidir quem terá a palavra final sobre o futuro político do estado: os deputados estaduais, por eleição indireta, ou os eleitores, nas urnas. A assessoria de Cláudio Castro voltou a afirmar que a saída do ex-governador obedeceu rigorosamente à legislação eleitoral; que Castro reitera a confiança no STF e no Tribunal Superior Eleitoral; e que ele continuará tomando medidas para provar a legalidade dos atos. LEIA TAMBÉM PGR se manifesta a favor de eleições diretas para governador do Rio de Janeiro STF vai julgar em 8 de abril modelo de eleição para mandato-tampão no Rio de Janeiro