Por que o STF esteve pessoalmente em reserva extrativista da Amazônia? Entenda

MP-RO busca na justiça inconstitucionalidade de lei relacionada a Resex Jaci Paraná Durante a última semana, uma equipe do Supremo Tribunal Federal (STF) est...

Por que o STF esteve pessoalmente em reserva extrativista da Amazônia? Entenda
Por que o STF esteve pessoalmente em reserva extrativista da Amazônia? Entenda (Foto: Reprodução)

MP-RO busca na justiça inconstitucionalidade de lei relacionada a Resex Jaci Paraná Durante a última semana, uma equipe do Supremo Tribunal Federal (STF) esteve na Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná, em Rondônia, realizando uma inspeção judicial. A vistoria faz parte de uma ação que discute a constitucionalidade de uma lei estadual criada para regularizar ocupações irregulares dentro da reserva e “perdoar” multas aplicadas por crimes ambientais. 🔎 A Reserva Extrativista Jaci-Paraná é uma unidade de uso sustentável, com quase 200 mil hectares, administrada pelo governo de Rondônia. A ocupação da área é permitida, mas com restrições: apenas populações tradicionais podem morar no local, desde que respeitem o plano de manejo da unidade. A lei em questão foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO). O texto chegou a ser vetado pelo governador Coronel Marcos Rocha, mas os deputados estaduais derrubaram o veto e mantiveram a medida, que entrou em vigor no fim de abril de 2025. Em maio de 2025, o Partido Verde (PV) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a norma, alegando que ela representa um grave retrocesso ambiental. Segundo o partido, ao retirar consequências legais de crimes ambientais sob a justificativa de anuência do Estado, a lei acaba incentivando a impunidade e a continuidade das irregularidades na reserva. Leia também: 'Quebrou a viseira do capacete, mas não quebrou minha cabeça', diz repórter agredido ao vivo em RO Veja o momento do acidente que repórter cobria quando foi agredido ao vivo em Rondônia Foi a própria ALE-RO que pediu a realização da inspeção judicial durante o andamento da ação. A Assembleia argumenta que as ocupações na área não seriam invasões clandestinas, mas resultado de um processo histórico tolerado e incentivado pelo próprio Estado. A equipe responsável pela inspeção é formada pela juíza instrutora Caroline Santos Lima, acompanhada de técnicos do gabinete do ministro Cristiano Zanin e com apoio do Tribunal de Justiça de Rondônia. Durante três dias, o grupo percorreu áreas da reserva e ouviu cerca de 100 pessoas, entre moradores, representantes de associações de extrativistas, ONGs, integrantes do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e deputados estaduais. O objetivo, segundo a decisão do ministro Zanin, é proporcionar uma melhor compreensão do conflito antes de decidir sobre a constitucionalidade da lei. Inspeção na Resex Jaci-Paraná Grupo REC/CPT Rondônia Inspeção do STF na Resex Jaci-Paraná TJ-RO Área da Resex Jaci-Paraná, em Porto Velho Marcio Isensee e Sá/Oeco