Procurador aliado de Maduro que já acusou Lula de ser agente da CIA renuncia ao cargo na Venezuela
Procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab AFP via Getty Imagens, via BBC O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, renunciou ao cargo nesta q...
Procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab AFP via Getty Imagens, via BBC O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (25). Até então chefe do Ministério Público do país, Saab era um dos principais aliados de Nicolás Maduro e atuou na prisão de opositores do regime chavista. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em 2024, Saab ganhou notoriedade no Brasil ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser agente da CIA, o serviço de inteligência dos EUA. Na época, ele criticou o governo brasileiro por exigir a divulgação das atas da eleição presidencial que deu vitória a Maduro. “Para mim, Lula foi cooptado na prisão. Essa é a minha teoria”, disse, à época. “Lula, que não é o mesmo que saiu da prisão, por tudo que acusou agora, não é o mesmo em nada: nem em seu físico, nem em como ele se expressa.” Saab estava no cargo desde 2017. Após a eleição presidencial de julho de 2024, ele teve papel central na prisão de adversários que acusaram o governo Maduro de mentir sobre o resultado. Organismos internacionais afirmam que Edmundo González venceu a disputa com ampla vantagem, com base nas atas divulgadas por aliados do candidato. González acabou exilado na Espanha para não ser preso. Um mês após a eleição, Saab acusou a líder opositora María Corina Machado de arquitetar protestos contra o governo. Ela foi responsabilizada criminalmente pelas mais de 20 mortes registradas durante as manifestações. Em setembro de 2024, ele pediu a inclusão do nome do presidente da Argentina, Javier Milei, na lista vermelha da Interpol, após a Justiça argentina determinar a prisão de Maduro por violações de direitos humanos. Já em setembro do ano passado, quando as tensões entre Estados Unidos e Venezuela cresceram, Saab pediu que a ONU investigasse ataques norte-americanos contra embarcações que supostamente transportavam drogas no Caribe. Saab sempre negou que o governo venezuelano mantenha presos políticos. Recentemente, ele apoiou uma lei de anistia aprovada na Assembleia Nacional. Ainda não está claro o que levou o chavista a renunciar ao cargo. Segundo a Assembleia Nacional, os parlamentares vão escolher substitutos interinos até que a presidente Delcy Rodríguez nomeie quem ocupará o posto de forma definitiva. LEIA TAMBÉM Militares de Cuba matam 4 após confronto com lancha dos EUA VÍDEO: Buraco se abre na pista e engole carros em cidade dos EUA Americano é deportado da Indonésia após matar a sogra e esconder corpo em mala durante viagem de luxo VÍDEOS: mais assistidos do g1