Professores bolivianos bloqueiam ponte na fronteira com o Acre em protesto por reajuste salarial
Professores bolivianos bloqueiam ponte na fronteira com o AC Professores bolivianos bloqueiam a ponte que liga o Acre à Bolívia, além de vias de acesso a Cob...
Professores bolivianos bloqueiam ponte na fronteira com o AC Professores bolivianos bloqueiam a ponte que liga o Acre à Bolívia, além de vias de acesso a Cobija na manhã desta terça-feira (12), em protesto por reajuste salarial e mudanças no financiamento da educação pública. A interdição compromete o trânsito na região e dificulta a circulação entre os dois países. Os professores afirmam, por sua vez, que o bloqueio segue por tempo indeterminado e condicionam o fim da paralisação à apresentação de respostas por parte do governo boliviano. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O movimento reúne docentes de diferentes municípios do departamento de Pando e integra uma mobilização articulada em várias regiões do país. Entre as principais reinvindicações estão o aumento salarial, atualização dos vencimentos e revisão do modelo de financiamento da educação. O bloqueio atinge diretamente estudantes acreanos e brasileiros que atravessam a fronteira para estudar em universidades bolivianas. A Rede Amazônica Acre entrou em contato com o Ministério da Educação da Bolívia e aguarda retorno sobre as reivindicações da categoria. Professores bolivianos bloqueiam ponte nesta terça-feira (12) na fronteira com o Acre durante protesto por salários Eldson Júnior / Rede Amazônica A representante da Federação Departamental de Pando, Cecilia Pamela Terrazas Merubia, afirmou que a categoria também pede a anulação de propostas do governo e a saída da atual ministra da Educação, Beatriz García de Achá. “Estamos aqui neste bloqueio que iniciamos ontem [segunda, 11] e demos continuidade com a paralisação de 48 horas por uma luta justa. Queremos aumento salarial e também que seja anulada a proposta do governo do chamado 50/50 para os professores”, declarou. LEIA MAIS: Cidades do Acre recebem veículos do Ministério da Saúde para transporte de pacientes Na fronteira do Acre, trabalhadores bolivianos cobram pagamento de salários atrasados em protesto Brasileiros fecham fronteiras com Bolívia no Acre em protesto por serem impedidos de entrar no país vizinho Com a passagem impedida, muitos precisam deixar veículos do lado boliviano e seguir a pé ou com transporte alternativo. “Fica difícil, porque a gente precisa chegar à faculdade e acaba tendo que buscar outras formas de transporte. Como agora as aulas estão começando mais cedo, tivemos que deixar moto e carro do lado boliviano, porque já não dava mais para passar. E fica aquele medo de roubo, furto, alguma coisa do tipo”, relatou o estudante Wesley Lima. Professores bolivianos bloqueiam ponte nesta terça-feira (12) na fronteira com o Acre durante protesto por salários Eldson Júnior / Rede Amazônica 'Situação constrangedora' Já o estudante Antônio Ferreira, disse que foi surpreendido pela interdição e criticou a falta de aviso prévio. “A gente não teve tempo para se organizar. É uma situação constrangedora, porque precisamos deixar o transporte e seguir a pé”, afirmou. Segundo Antônio, a rotina ficou mais complicada com a necessidade de transporte alternativo. O estudante também destacou a incerteza sobre a duração do protesto. “Depois disso, ainda dependemos de mototáxi, lotação ou ajuda de outras pessoas para conseguir chegar em casa. Fica tudo mais difícil. A gente não sabe até quando isso vai continuar, e isso preocupa'', explicou. Estudantes atravessam a pé a ponte na fronteira entre Brasiléia e Cobija após bloqueio durante protesto de professores nesta terça-feira (12) Eldson Júnior / Rede Amazônica VÍDEOS: g1