Quem é Edilson Damião, novo governador de Roraima após renúncia de Denarium
Edilson Damião, novo governador de Roraima. Reprodução/Nonato Sousa/Ale-RR O engenheiro civil Edilson Damião (União Brasil), de 46 anos, que era vice-gover...
Edilson Damião, novo governador de Roraima. Reprodução/Nonato Sousa/Ale-RR O engenheiro civil Edilson Damião (União Brasil), de 46 anos, que era vice-governador de Roraima desde 2022, assumiu o governo do estado nesta sexta-feira (27), após a renúncia de Antonio Denarium (PP). Denarium deixou o cargo para disputar o Senado nas eleições de 2026. Damião anunciou que pretende concorrer ao governo. Os dois respondem a um processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entenda mais abaixo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Edilson Damião Lima nasceu em Curitiba (PR). Filho de Cosmo Bessa Lima e Maria do Rosário Damião Lima, mudou-se com a família para Roraima em 1986. De família Católica, ele é casado com Gizely Damião e tem três filhos. Damião estudou em escola pública e concluiu o ensino médio na Escola Estadual Gonçalves Dias, em Boa Vista. Em 2003, formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal de Roraima (UFRR). Após se formar, trabalhou em empresas e construtoras da iniciativa privada. Na área pública, integrou a Secretaria Municipal de Obras (SMO) de Boa Vista. Em 2004, foi aprovado em concurso da Secretaria Estadual de Infraestrutura de Roraima (Seinf), onde ocupou cargos de chefia. Entre 2010 e 2014, comandou o Departamento de Estradas e Transportes (Deit). Entre 2016 e o segundo semestre de 2018, atuou em Brasília (DF) como assessor técnico no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e no Ministério dos Transportes. Nesse período, se especializou em infraestrutura de transportes. No fim de 2018, aceitou convite do então interventor federal e governador eleito, Antonio Denarium, para assumir a Secretaria Estadual de Infraestrutura. Em 2022, pelo Republicanos, disputou a primeira eleição e foi eleito vice-governador em primeiro turno, com 56,47% dos votos válidos. Também foi nomeado mais uma vez como secretário de Infraestrutura do estado. Ele deixou o cargo em fevereiro de 2026 para assumir o governo. Menos de um mês depois, em 17 de março, deixou o Republicanos e se filiou ao União Brasil. Também assumiu a presidência do partido em Roraima. Processo de cassação Pedido de vista no TSE suspende julgamento sobre cassação de governador de Roraima pela 3ª Edilson Damião responde, junto com Antonio Denarium, a um processo de cassação de mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O julgamento começou em 13 de agosto de 2024, mas foi suspenso no mesmo dia por decisão dos ministros. O processo foi retomado um ano depois, em 26 de agosto de 2025, e suspenso novamente após pedido de vista — mais tempo para análise — do ministro André Mendonça. Antes da segunda suspensão, a relatora Isabel Gallotti negou os recursos apresentados pelos políticos e votou pela cassação dos mandatos por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas. O processo foi retomado no dia 11 de novembro. No dia, André Mendonça acompanhou o voto pela cassação. O julgamento, porém, foi suspenso pela terceira vez após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Edilson Damião e Antonio Denarium. Caíque Rodrigues/g1 RR/Arquivo Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral, o pedido de vista pode durar até 60 dias. Nesse prazo, Nunes Marques tinha até 11 de janeiro de 2026 para analisar o processo e devolvê-lo ao plenário da Corte. Cabe à presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, pautar o julgamento. Até esta sexta-feira (27), o caso não havia sido incluído na pauta. LEIA TAMBÉM: 1ª cassação 2ª cassação 3ª cassação (esta é a que iniciou o julgamento e foi suspensa no TSE) 4ª cassação ➡️ No processo em julgamento, Denarium e Damião são acusados de distribuir bens e serviços durante o ano eleitoral, repassar quase R$ 70 milhões em recursos para municípios do estado sem a observância de critérios legais e extrapolar gastos com publicidade. A renúncia de Denarium não encerra o processo no Tribunal Superior. Com isso, Damião continua como alvo do julgamento e pode perder o mandato como governador se a cassação do diploma for decretada. Nesse cenário, fora do cargo, Denarium não pode mais perder o mandato, mas pode ficar inelegível por oito anos. A punição foi aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) e ainda depende de decisão final do TSE. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.