Quem é o empresário do ES que lavava dinheiro do tráfico e foi preso na fronteira com o Paraguai
Adilson Ferreira foi preso por suspeita de participar de organização criminosa no Espírito Santo Divulgação Preso por envolvimento com uma facção crimino...
Adilson Ferreira foi preso por suspeita de participar de organização criminosa no Espírito Santo Divulgação Preso por envolvimento com uma facção criminosa de Vitória, o empresário Adilson Ferreira, de 54 anos, é apontado pelas investigações como responsável por lavar dinheiro do tráfico de drogas por meio de contas de laranjas e empresas registradas em nomes de terceiros. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), ele mantinha um padrão de vida incompatível com a renda que declarava, como carros de luxo Porsche, BMW e Dodge Ram. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A prisão de Adilson ocorreu na última sexta-feira (8) no aeroporto internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai. A polícia cumpriu uma ordem judicial reclacionada à Operação Baest. A defesa do empresário disse que foi surpreendida pela decretação da prisão preventiva, que as investigações demonstraram a ausência de participação dele com o tráfico e que vai recorrer. Adilson foi denunciado pelos seguintes crimes: Organização Criminosa Lavagem de Capitais Falsidade Ideológica Agiotagem Na mesma decisão, outros 13 suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). ‼️A operação Baest investiga o esquema da organização criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV), no Espírito Santo. Segundo a polícia, o grupo, formado por empresários, advogado e até um policial militar da reserva, utilizava contas de laranjas para lavar o dinheiro do tráfico de drogas. Investigação na Polícia Federal Além da Operação Baest, Ferreira também é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por conexão com o desembargador Macário Júdice Neto em um caso de possível interferência em licitação no Espírito Santo. Segundo inquérito da Polícia Federal, Macário teria atuado para atender aos interesses de Adilson, dono da Unique Serviços e Transporte Ltda., que disputava um contrato estimado em R$ 10,5 milhões para fornecimento de climatizadores à Secretaria de Estado da Educação (Sedu). Embora tenha ganhado a concorrência, a empresa acabou desclassificada pela comissão de licitação do órgão. O empresário ainda recorreu e o caso foi analisado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que manteve a exclusão do certame por inconsistência técnica. Diante da desclassificação da empresa na licitação, Macário Júdice ainda teria sugerido a Adilson entrar com mandados de segurança e representações no Tribunal de Contas (TCES) por serem medidas mais rápidas. Os advogados do desembargador Macário Júdice Neto negam as acusações. Segundo a nota enviada à reportagem do g1, a defesa afirma que “refuta as ilações emitidas pelos investigadores, assinala a total ausência de correlação entre os fatos e reforça que no tempo devido a verdade prevalecerá”. Atentado Em março de 2026 sofreu um atentado ao chegar em casa. A caminhonete em que ele estava foi atingida por pelo menos quatro disparos quando ele chegava em casa na Serra, Grande Vitória. Segundo o advogado da vítima, Douglas Luz, o empresário estava a poucos metros da residência quando foi surpreendido por dois homens encapuzados e armados. Apesar dos disparos, o empresário não foi atingido. Ainda de acordo com o advogado da vítima, ele conseguiu escapar porque simulou ter sido baleado. Empresário sofreu atentado em Jacaraípe, na Serra, Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Padrão de vida incompatível As investigações das quais o empresário é alvo desde 2023 apontam que ele e os comparsas compravam armas e drogas na fronteira do Brasil com o Paraguai. O grupo recebia uma grande quantia de dinheiro e dividiam em diversas contas menores. Para o Ministério Público, Adilso Ferreira tem um "padrão de vida e movimentação financeira absolutamente incompatíveis com recursos lícitos conhecidos". A lavagem de dinheiro seria cometida por meio de "laranjas", com o uso de ao menos sete empresas sob seu controle, falsamente registradas em nomes de terceiros. Os responsáveis pela investigação pontuam que a ilegalidade do dinheiro era disfarçada com a compra de imóveis e carros de luxo. Em nome das empresas, por exemplo, havia dois veículos da marca alemã Porsche (modelos Cayenne e Panamera), uma BMW XDrive, uma Mitsubishi Pajero Sport, um Jeep Outlander e uma Dodge Ram, entre outros carros. A denúncia cita que que o empresário da Serra prestava serviços de lavagem de capitais para Tiago Cândido Viana (o "Baé"), preso em 2021. Ele é suspeito de ser integrante do Primeiro Comando de Vitória (PCV) e de fornecedor de drogas e armas para a facção. Empresário investigado pela Operação Baest por lavagem de dinheiro é preso no MS Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo