Secretária executiva assume Saúde de Palmas após prisão de Dhieine Caminski
Operação aponta coação de testemunhas e resulta na prisão de secretária da Saúde de Palmas Ana Paula dos Santos Andrade Abadia foi indicada pelo prefeito...
Operação aponta coação de testemunhas e resulta na prisão de secretária da Saúde de Palmas Ana Paula dos Santos Andrade Abadia foi indicada pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos) para responder interinamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus). A titular do cargo, Dhieine Caminski, foi presa nesta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil, que investiga suspeita de fraude na terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Palmas. A indicação foi publicada no Diário Oficial de Palmas nesta quarta-feira. Ana Paula atualmente é secretária executiva da Escola de Saúde Pública da Semus. Ela é servidora efetiva da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) e já foi secretária de saúde em Araguaína. A secretária Dhieine Caminski não foi exonerada, e diversos atos assinados por ela foram publicados no Diário Oficial. Entenda investigação sobre a terceirização das UPAs de Palmas que levou à prisão de secretária A prisão da secretária e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, decorre das investigações da operação Falsa Emergência, que investiga o contrato de terceirização das UPAs por R$ 139,1 milhões. Os crimes apurados incluem associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção e lavagem de dinheiro. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Ana Paula dos Santos Andrade Abadia Governo do Tocantins/Reprodução A defesa da secretária Dhieine Caminski informou que ainda não teve acesso a todo o material e não tem condições de se manifestar sobre o mérito neste momento. O advogado de Andreis Vicente afirmou que solicitou acesso aos autos do inquérito e vai se posicionar ao longo do dia. A 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas também determinou a prisão da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que teria atuado como lobista no contrato de terceirização das UPAs de Palmas. A defesa de Cláudia afirmou que não teve acesso aos autos, mas a empresária está viajando e vai retornar para se apresentar à polícia. A Santa Casa de Misericórdia de Itatiba informou que não está sendo investigada nesta operação e negou que Cláudia Fernanda seja representante da instituição. A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informou que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar (veja nota completa abaixo). LEIA MAIS Prisão de secretária de saúde foi decretada após tentativa de interferência nas investigações, diz decisão Secretária de saúde de Palmas é presa pela Polícia Civil em investigação sobre terceirização das UPAs Entenda a investigação Secretária Dhieine Caminski; e o superintendente Andreis Vicente da Costa Reprodução/Prefeitura de Palmas A terceirização começou em março de 2026. Na ocasião, a Prefeitura anunciou um contrato de R$ 139 milhões com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O contrato chegou a ser suspenso pela Justiça do Tocantins, mas foi liberado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No fim de maio, dez mandados de busca e apreensão contra servidores públicos foram cumpridos durante a operação Falsa Emergência. Segundo a decisão da 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas, a prisão de Dhieine Caminski foi decretada por supostas tentativas de interferência, com monitoramento e direcionamento de depoimentos das testemunhas. Em relação a Andreis, a investigação aponta que ele teria redigido minutas de pareceres que deveriam ser técnicos, entregando-os prontos para assinatura de outros servidores, sem que houvesse debate prévio na comissão responsável. Pesou contra ele, ainda, o fato de usufruir de um veículo de luxo (BMW/X1) locado por Cláudia Fernanda, que seria representante da entidade beneficiada pelo contrato. Cláudia Fernanda é apontada como representante da organização social beneficiada. Sua prisão também é fundamentada na garantia da ordem pública. A Justiça considerou o risco de reiteração delitiva, uma vez que ela responde a outro inquérito policial por supostas fraudes na compra de testes de COVID-19 em Palmas. Ela também seria a responsável por locar o veículo de luxo utilizado pelo servidor Andreis Vicente da Costa, o que reforçaria o vínculo entre os investigados e a entidade contratada. Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informa que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar. A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram autorizados pela Justiça para serem conduzidos para o Batalhão do Comando Geral da Polícia Militar até audiência de custódia. As ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.