Tabela SUS Candanga: DF cria tabela para complementar valores do SUS; governo prevê R$ 57 milhões para rede privada

A governadora Celina Leão oficializou a criação da Tabela SUS Candanga Agência Brasília/Reprodução A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), ...

Tabela SUS Candanga: DF cria tabela para complementar valores do SUS; governo prevê R$ 57 milhões para rede privada
Tabela SUS Candanga: DF cria tabela para complementar valores do SUS; governo prevê R$ 57 milhões para rede privada (Foto: Reprodução)

A governadora Celina Leão oficializou a criação da Tabela SUS Candanga Agência Brasília/Reprodução A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), assinou nesta quinta-feira (28) o decreto que cria a chamada “Tabela SUS Candanga”, um mecanismo para complementar os valores pagos pela tabela nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o atendimento na rede pública. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A iniciativa prevê uma provisão de R$ 57 milhões para o pagamento de hospitais particulares. A ideia é permitir que unidades privadas atuem de forma complementar, especialmente quando o sistema público não tiver capacidade de atender à demanda. Na prática, a nova tabela define valores adicionais para procedimentos e serviços de saúde, tornando mais viável a contratação de clínicas e hospitais conveniados ao SUS no DF. Segundo o governo, a medida será adotada em situações em que houver insuficiência da rede pública, com comprovação de que não é possível ampliar o atendimento com a estrutura existente. A falta de médicos nas unidades básicas de saúde do DF são um problema antigo. O financiamento da política deve ocorrer por meio de recursos próprios do Distrito Federal e de emendas parlamentares distritais e federais. Durante a cerimônia, a governadora Celina Leão (PP) afirmou que o GDF já quitou pendências da Secretaria de Saúde com a rede privada. Segundo ela, os pagamentos foram regularizados como parte do esforço para reorganizar o sistema de saúde e ampliar a capacidade de atendimento. Celina afirmou que a expectativa do governo é reduzir em até 80% as filas na saúde em um prazo de seis meses. O secretário de Saúde, Juraci Cavalcante, afirmou que a iniciativa deve tornar a gestão mais eficiente ao permitir maior flexibilidade na contratação de serviços. “Ao precificar diversos procedimentos e credenciar a rede privada com base nesses valores, conseguimos direcionar a demanda conforme a necessidade do momento. Isso vai trazer mais equilíbrio para a rede de saúde, reduzir filas e o tempo de espera, além de ampliar a capacidade de atendimento à população", enfatizou. A expectativa do governo é que a medida ajude a reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, historicamente apontado como um dos principais gargalos do sistema de saúde do DF. A governadora Celina Leão oficializou a criação da Tabela SUS Candanga Agência Brasília/Reprodução Tabela SUS Candanga A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, no início de maio, dois projetos de lei que criam mecanismos para complementar os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF. As propostas incluem o PL n° 2144/2026, que institui a chamada “Tabela SUS Candanga” e autoriza o governo a aumentar os valores pagos pela tabela nacional, e o PL n° 2306/2026, que cria uma tabela distrital própria para remunerar serviços assistenciais de saúde. Os dois projetos tratam da complementação de recursos para serviços de saúde no DF, mas com abordagens diferentes: 🔎O PL n° 2144/2026 cria um mecanismo para que o governo complemente os valores já pagos pela tabela nacional do SUS — funcionando como um reforço financeiro ao modelo atual. 🔎O PL n° 2306/2026 institui uma tabela própria do DF, estabelecendo uma forma diferenciada de remuneração dos serviços. Na prática, o primeiro atua como um acréscimo à tabela existente, enquanto o segundo propõe uma reorganização mais ampla do sistema de pagamentos no âmbito local. Segundo o projeto, o Executivo terá o prazo de 60 dias, a contar da publicação da Lei, para elaborar a Tabela SUS/DF e expedir normas complementares disciplinando a sua aplicação. Oposição teceu críticas Deputados da oposição fizeram críticas aos projetos durante discussão na Câmara Legislativa do DF. O deputado Max Maciel (PSOL) afirmou que a proposta não apresenta estimativa de custos e classificou a medida como “um sequestro dos recursos da saúde”. A deputada Dayse Amarilio (PSDB) disse que o texto é amplo e pode abrir espaço para diferentes formas de complementação financeira sem critérios claros. Segundo ela, é necessário garantir transparência na definição dos valores. “O projeto é amplo, pode ser feito qualquer tipo de complementariedade. A nossa defesa é que a tabela precisa ser transparente”, declarou. Já o deputado Gabriel Magno (PT) citou trechos de uma nota técnica da Consultoria Legislativa da Casa, que aponta que a proposta vai na contramão da organização do SUS e viola o princípio da participação social. De acordo com o parlamentar, os consultores também destacaram a ausência de estimativa de impacto financeiro e o risco de aumento das despesas públicas. LEIA MAIS: AUDIÊNCIA NO STF: Distrito Federal e União fecham acordo para viabilizar socorro bilionário ao BRB POLÍTICA: Deputado Pepa é o novo líder de governo do DF na Câmara Legislativa Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.