UE vai incluir Guarda Revolucionária do Irã em lista de organizações terroristas, diz chefe da diplomacia
Os protestos deixaram milha de mortos no Irães REUTERS A União Europeia vai incluir a Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas, a...
Os protestos deixaram milha de mortos no Irães REUTERS A União Europeia vai incluir a Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações terroristas, afirmou a chefe de diplomacia do bloco nesta quinta-feira (29). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo Kaja Kallas, a UE também deve aplicar sanções a pessoas que "praticaram violência contra manifestantes no país". "Estamos impondo novas sanções ao Irã e também prevejo que incluiremos a Guarda Revolucionária Islâmica em nossa lista de organizações terroristas", disse ela. A chefe disse ainda que espera que as medidas não afetem a diplomacia com o Irã. “Isso os colocará no mesmo patamar que a Al-Qaeda, o Hamas e o Daesh”, disse Kallas. “Se você age como terrorista, também deve ser tratado como terrorista.” As medidas são anunciadas após as mortes de milhares de manifestantes em atos contra o governo do país. A repressão aos protestos — com relatos de que policiais e militares que atiraram e mataram manifestantes —, gerou reação mundial, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã, reativando as tensões entre os dois países rivais. (Leia mais abaixo). Mortes em protestos no Irã chegam a 5 mil Os protestos Segundo a agência de notícias Reuters, 5 mil pessoas morreram em decorrência da violência durante a onda de protestos no Irã. ➡️ Iranianos protestaram por mais de 20 dias em manifestações que começaram por conta da crise econômica e do alto custo de vida no país do Oriente Médio. No final, os atos terminaram pedindo o fim do regime dos aiatolás, que governam o Irã há mais de 40 anos com duras leis de repressão, principalmente às mulheres. O governo iraniano nega e diz que as mortes de civis e agentes de segurança são causadas pelos próprios manifestantes, que incitam a violência. Teerã acusa os Estados Unidos de infiltrar agentes nos protestos. O líder supremo, Ali Khamenei, condenou os protestos e disse que as autoridades de seu país "têm a obrigação de quebrar as costas dos insurgentes". Ele culpou ainda Donald Trump pelas mortes ocorridas durante a repressão. "Não pretendemos levar o país à guerra, mas não perdoaremos os criminosos domésticos (...) assim como não perdoaremos os criminosos internacionais, piores que os domésticos", disse a uma multidão de apoiadores reunidos por ocasião de uma festividade religiosa. "A nação iraniana deve quebrar as costas dos insurgentes, da mesma forma que quebrou a insurreição", acrescentou.